Heart Team do Ana Nery debate casos complexos de pacientes; confira

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 15 de fevereiro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (15), foram discutidos os casos de cinco mulheres (duas com 62 anos, e as outras com 64, 66 e 68) e dois homens (37 e 50 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 37 anos, que em 21/03/2019 realizou cirurgia de Bentall de Bono + implante de prótese mecânica em válvula aórtica. Evoluiu com infecção de ferida operatória (FO), realizado exérese de granuloma de esternotomia em 30/05/19. Teve um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) em 13/06/19 em período de transição da anticoagulação e taquicardia supraventricular (TSV) em 30/06, revertida para taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) após adenosina e evoluiu com fibrilação atrial (FA) aguda, cardiovertida com amiodarona, vinha em acompanhamento no ambulatório de valvulopatia do HAN, quando recebeu alta do ambulatório em 09/09/2020 para acompanhamento cardiológico externo. Refere que vinha em acompanhamento externo, quando realizou ECO de rotina em 26/02/21 e foi visualizada imagem hipoecoica, periprotética, com área de aproximadamente 8,4 cm2, sem identificação de orifício comunicante, sugestivo de neocavidade, fração de ejeção do ventrículo esquerdo 51% (FEVE). Sugeriram a realização de ECO TE para melhor análise. Realizado no HAN com IM moderada, pseudoaneurisma (volumoso) em topografia mitro-aórtica e regurgitação periprotética significativa.  Paciente não apresentou clínica de endocardite durante a evolução do quadro.
    Decisão do Heart Team: Paciente de altíssimo risco para abordagem cirúrgica de correção do pseudoaneurisma. Optado por seguir discussão em conjunto com Cirurgia Vascular e Hemodinâmica de possibilidades de abordagem endovascular.
  • Mulher de 62 anos, hipertensa, obesa, com passado de cirurgia de RM em 2014, evoluindo com sintomas compatíveis com angina estável CCS II com terapia antianginosa otimizada; CPME com isquemia em parede inferior. Realizou cateterismo (CATE) com enxerto em membro inferior MIE > DA pérvio, porém com leito distal da descendente anterior (DA) com lesões difusas, lesão grave na circunflexa (Cx) e coronária direita (CD) ocluída; enxertos de Sf ocluídos.
    Decisão do Heart Team: Optado por otimização de terapia antianginosa e seguir ambulatoriamente. Caso refratariedade de sintomas, seguir com angioplastia (ATC) de Cx> marginal (Mg).
  • Homem de 57 anos, com quadro de DAC estável com angina CCS III com terapia antianginosa otimizada. Realizou CATE com padrão triarterial, sendo DA ocluída, Mg ocluída e CD com lesão grave, porém sem enchimento satisfatório da DA por colaterais. Sendo assim, pela anatomia do CATE é possível revascularização da Dg e do Mg com certeza, sendo duvidosa a revascularização da DA, uma vez que leito distal não enche por colateral.
    Decisão do Heart Team: Optado por discussão com médico assistente para avaliar risco versus benefício da intervenção cirurgia incompleta neste contexto para benefício de sintomas para seguir com tratamento do paciente.
  • Homem de 69 anos, hipertenso e com quadro de IAMCSST anterior reperfundido com alteplase em 18/11/21, evoluiu com quadro de taquicardia ventricular (TV) com pulso em 24/11/21. Realizou CATE com padrão triarterial, porém leitos distais com lesões difusas, tendo anatomia desfavorável para tratamento clinico ou percutâneo.
    Decisão do Heart Team: Optado por manter a coronária em tratamento clínico otimizado e realizar implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI) como profilaxia secundária.
  • Homem de 58 anos, hipertenso, diabético insulino-requerente, AVC prévio e infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) anterior recente e evoluindo com recorrência de angina durante internamento segundo relatório. Durante avaliação de caso, visto CATE com lesão triarterial grave com lesão de tronco de coronária esquerda (TCE), lesões difusas de DA e segmentares em Cx e CD (não culpada) com lesão no terço médio, sendo considerado com anatomia desfavorável para tratamento cirúrgico ou percutâneo.
    Decisão do Heart Team: Decidido de forma consensual por seguir com tratamento clínico medicamentoso otimizado.

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