Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery debate casos complexos de pacientes; confira

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 8 de fevereiro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (8), foram discutidos os casos de quatro homens (um com 37, dois com 57 e um com 69 anos) e uma mulher (62 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 73 anos, previamente hipertenso e diabético, e ex-tabagista. Apresentou quadro de dor epigástrica, aos moderados esforços com irradiação para dorso há cerca de 1 mês, procurou cardiologista no seu município com achado de bradicardia sendo suspenso betabloqueador (Carvedilol 25mg 2x) e encaminhado para emergência. Em 19/01/2022 apresentou bloqueio atrioventricular (BAVT), sendo realizada passagem de MPP em 31/01/2022 nesta instituição. Ecocardiograma beira-leito (Eco BL) com fração de ejeção (FE) preservada, sem valvopatia importante. Realizou cateterismo cardíaco (CATE) em 31/01/2022 com padrão triarterial.

    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com cirurgia de revascularização miocárdica (RM).

  • Homem de 51 anos, hipertenso, fibrilação atrial (FA) permanente, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) tabácica, doença renal crônica (DRC) dialítica – 1ª hemodiálise (HD): setembro/2020 e cardiopatia reumática com passado de troca valvar mitral (TVM) bioprótese em 2006 e retroca valva mitral (ReTVM) mecânica em 2012, evoluindo com insuficiência aórtica (IAo) moderada (porém clinicamente com repercussão, dilatação progressiva de VE e sintomas compatíveis). Prótese mitral mecânica normofuncionante.
    Decisão do Heart Team: Diante de paciente com IAo moderada ao eco, mas com repercussão clínica, optado por seguir com troca valvar aórtica (TVAo).
  • Mulher de 42 anos, hipertensa, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) 70%, classe funcional (CF), NYHAI-II e perfil hemodinâmico (PH) A. Realizou em 18/11/21 toracotomia exploratória: Drenagem pericárdica complicada com laceração de ventrículo direito (VD) (parede anterior 1,5cm), parada cardiorrespiratória (PCR) atividade elétrica sem pulso (AESP) de 03 min e derrame pericárdico com repercussão hemodinâmica – etiologia a/e. DRC Dialítica há 09 anos com HD via fístula arteriovenosa (FAV) em MSE. Peso seco: 47kg. Hipertensão pulmonar (PSAP: 77mmHg> 45> 46mmHg).  Em ecos de controle, apresenta insuficiência tricúspide (IT) secundária importante, associado a hipertensão pulmonar (PSAP 46mmHg) com repercussão clínica de insuficiência cardíaca (IC) direita (turgência de jugular, discreta ascite). Paciente em discussão para transplante renal.
    Decisão do Heart Team: Optado por discussão em conjunto com nefrologia sobre perspectivas prognosticas e de transplante (Tx) renal.
  • Homem de 78 anos, hipertenso, ex-tabagista (abstêmio há 6 anos), IAMCSST em 19/12/2021, angioplastia (ATC) de coronária direita (CD) com 03 stents farmacológicos (Promus Premier 2,5x32mm, 2,5x15mm e 2,5x32mm). Paciente evolui com angina recorrente. Fez novo CATE com lesão triarterial. Não tem disfunção renal. Hemoglobina12g/dL. Perdeu cerca de 10 kg nos últimos 2 meses enquanto internado.
    Decisão do Heart Team: Fez novo CATE evidenciando stent pérvio em CD e rediscutido lesões de descendente anterior (DA) (rediscutido CATE e considerada não grave), sendo assim optado por manter lesões em tratamento medicamentoso otimizado.
  • Mulher de 46 anos, hipertensa, com IAM CSST anterior trombolisada em 12/01/2022. Realizou CATE nesta instituição com lesão grave ostial de DA.
    Decisão do Heart Team: Avaliada pelo setor de hemodinâmica como desfavorável para tratamento percutâneo, optado por seguir com cirurgia de RM.
  • Homem de 60 anos, internado no Hospital Municipal de Entre Rios. Cadeirante com quadro de angina de início recente. Realizou CATE com lesão de tronco da coronária esquerda (TCE) 50% e lesão grave de DA proximal.
    Decisão do Heart Team: Optado por avaliar paciente ambulatorialmente quanto à indicação da intervenção. Caso haja concordância com a indicação, prosseguir com ATC de TCE – DA.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Olá, em que posso ajudar?
Pular para o conteúdo