Encontro semanal da equipe de Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 30 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de quatro homens, de 57, 58, 68 e 81 anos.

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 72 anos, hipertenso, ex-tabagista e possui uma hérnia inguinal.  Em 01/11/2021 foi admitido em outra instituição com diagnóstico de IAMCSST e veio regulado através do protocolo IAM para o Ana Nery, para realização de angioplastia primária (Cateterismo cardíaco com padrão tri arterial evidenciado). Realizou um eco cardiograma em 09/11/21: Diâmetro telediastólico 56mm. Diâmetro telessistólico 45mm. Septo intraventricular 12mm. Parede posterior 12mm. Diâmetro do átrio esquerdo (AE) 52mm. Diâmetro da raiz da aorta (AO) 32mm. Massa ventricular 280g. Fração de ejeção (Simpson) 49% e  Fração de ejeção (Teicholz) 39,8%. Acinesia  de parede inferolateral  (basal e médio) e inferior (basal e médio).  Contratilidade do ventrículo esquerdo: Função sistólica global do ventrículo esquerdo reduzida de grau leve, com acinesia de paredes inferolateral (basal e médio) e Inferior (basal e médio). Função diastólica do ventrículo esquerdo: Disfunção diastólica do ventrículo esquerdo grau III (grave), sugerindo pressão de enchimento elevada.Valva Mitral – Morfologia e dinâmicas normais, refluxo transvalvar moderado a grave ao Doppler e mapeamento de fluxo com cores, Vena Contracta 7,3 ERO 0,4cm, volume regurgitante 45ml.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta cirúrgica de troca de valva mitral por bioprótese com tratamento anticalcificante e revascularização miocárdica (RM) (Mie> DA; Sf>Mg). Em posterior discussão, foi mantida indicação de clínico líder, sendo decidido por suspensão de Clopidogrel 03 dias antes do procedimento.
  • Homem de 71 anos, hipertenso, obeso, dislipidêmico e ex-tabagista, taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) evidenciada em Holter, angina CCS III, trombo em ventrículo esquerdo, Insuficiência Carioca  de fração de ejeção reduzida (ICFER): 43% (Simpson) de etiologia isquêmica, classe funcional (CF) NYHA III e perfil (PH) A, síndrome coronariana aguda (SCA) em 2016 quando foi avaliado para cirurgia de revascularização miocárdica (RM) (porém considerado leitos distais desfavoráveis na ocasião), evoluindo com angina refrataria apesar de otimização terapêutica ambulatorial (adesão irregular?). CPME com 9% de isquemia – realizou novo CATE com progressão da lesão de tronco de coronária esquerda (TCE) para 50%; descendente anterior (DA) ocluída, coronária direita (CD) ocluída e circunflexa (Cx) com lesão.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso com proposta cirúrgica. Hemodinamicista Sérgio afirma que anatomia do paciente não é viável para tratamento percutâneo. Optado por prosseguir com cirurgia de RM.
  • Homem de 47 anos, hipertenso, tabagisto, com diagnóstico de IAMCSST anterosseptal em 29 de outubro/2021; ressonância magnética (RNM) cardíaca com fração de ejeção (FE) 28% de etiologia isquêmica, CF NYHA I e PH A (sem viabilidade em território de ápice, porém com viabilidade nos demais). CATE com DA e CD ocluídas e lesão grave em Cx.
    Decisão da equipe: Caso apresentado com proposta cirúrgica, sendo optado por seguir com cirurgia de RM, conforme indicação de clínico líder.
  • Homem de 33 anos, internado em outra instituição hospitalar. Possui as comorbidades: leucemia de células dentríticas, infecção de corrente sanguínea por S. epidermidis.
    Decisão da equipe: Solicitada transferência por proposta por suspeita de trombo infectado para avaliação de cirurgia. Após discussão, decidido por anticoagulação por 1 mês e repetir EcoTe ou ressonância cardíaca, para posterior rediscussão.
  • Mulher de 33 anos, 13 semanas de gestação, com diagnóstico de estenose mitral. Clínico líder traz para discussão para avaliação de possibilidade de abordagem cirúrgica.
    Decisão da equipe: Consensual a decisão de esclarecer à paciente todos os riscos do procedimento para decisão em conjunto, decidindo assim mantê-la em tratamento clínico até nova conduta.
  • Homem de 60 anos, tabagista, com quadro de IAMCSST em 22/11/21 – ECG com supra de aVR e infra difuso; realizou CATE com lesão de TCE distal. No momento do CATE. Com proposta inicial pelo clínico, intervenção cirúrgica.
    Decisão da equipe: Paciente sem dor e lesão desfavorável para intervenção percutânea, sendo inicialmente optado por não prosseguir com angioplastia. Optado por seguir com cirurgia de RM após 3 dias de suspensão de clopidogrel.
  • Mulher de 84 anos, hipertensa, em finalização de tratamento para câncer de endométrio, com IAM CSST inferior em 21/11/21 – realizada tentativa de angioplastia de CD, porém sem sucesso. Apresenta padrão de lesões tri arteriais no CATE. Evolui com quadro de choque circulatório.
    Decisão da equipe: Clínico líder sugere tratamento clínico. Diante do elevado risco de abordagem cirúrgica ou novas tentativas de abordagem percutânea, optado por tratamento conservador.
  • Mulher de 69 anos, hipertensa, diabética, obesa, apresentados lesão infectada, histórico de cirurgia de RM prévia (2009), evoluindo com SCA em 07/11. CATE com MIE-DA derradeira com lesão grave no 1/3 proximal da MIE. Paciente evoluiu com quadro de edema agudo de pulmão, estabilizado após medidas. Lesão da MIE de difícil intervenção percutânea – possibilidade de dissecção de subclávia associado a lesão da MIE (?). Apresenta ainda DAOP com lesão isquêmica aguda infectada com necrose local e dor, em programação de abordagem cirúrgica do membro inferior.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso, com proposta de tratamento clínico. Optado por discussão em conjunto com a Vascular da imagem da subclávia e sua relação com a lesão da MIE.

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